Danças Brasileiras

Carimbós de Caixa / Cacuriá e Caroço

“Caranguejinho ta andando ta andando. Ta na boca do buraco. Caranguejo sinhá.”
Cacuriá – domínio público.

Cacuriá e caroço podem ser danças parecidas, mas não são a mesma coisa. Ambas são variantes do Carimbó de caixa, originadas na Festa do Divino do Maranhão, com músicas e movimentos inspirados no comportamento de animais e ofícios do cotidiano local. Ambas são danças divertidas e integrativas, mas pequenas variações rítmicas conduzem a passos também diferentes.
As influências caribenhas e portuguesas, reconhecidas em vários ritmos maranhenses, estão claramente presentes nos carimbós de caixa. A indumentária utilizada nas danças lembra um traje tipicamente tropical, com saias rodadas, rendas e muitas flores. Os homens, sempre de chapéu de palha e calça branca.

Cacuriá

Terminadas as longas e trabalhosas festas religiosas em homenagem ao Divino Espírito Santo, no Maranhão, as Caixeiras (devotas do Divino e tocadoras de caixa) brincam o cacuriá. Depois de tanto trabalho, ele é sinônimo de alegria e exaltação. Hoje é brincado em diversos espaços, independente das festas do Divino. Uma dança festiva cujo objetivo último parece ser a diversão tanto no aspecto físico como espiritual. Assim, formigas nos mordem no canavial, caranguejinhos nos beliscam, saias rodam e, invariavelmente, terminamos gargalhando no chão.

Caroço

Difundido com muita simpatia pela família de Dona Elza, da cidade de Tutóia, pisada firme e manca, giros e gestos improvisados, a Dança do Caroço é mais um animado carimbó de caixa. Brincadeira como tantas outras no Maranhão, primo da Mangaba, do Bambaê, do Cacuriá, do Tamborinho. De botar verso e rodar, dançando todo canto como peixe, piando como pássaro, apanhando laranja, peneirando farinha, pilando milho.

fundado em 1986
apoio: